SPES
Poupando embora a todos a imundície das imagens com que os gays em suas paradas e outros espaços envolvem nossos santos e nossas mais santas tradições, não podemos deixar de clamar aqui: Onde está a CNBB, onde estão todos esses que deveriam precipuamente defender a Cristo, onde estão todos esses que deveriam ser em ato Príncipes do Rei dos reis, onde estão esses que não erguem a voz contra tal ignomínia?
E, por outro lado, tal ignomínia não confirma o que se escreveu em outro artigo deste blog? Com efeito, “que filme, que livro, que qualquer coisa não arreganha hoje em dia seu esgar sardônico contra o catolicismo? Que pensadorzinho de meia-tigela atual não verte pelos cantos da boca o mais virulento veneno contra os sacramentos, contra a santidade, contra a virgindade, contra o matrimônio? [...] Quanta blasfêmia contra a Cruz e a Mãe de Deus! Tal liberdade de crítica e escárnio, porém, dizem os liberais donos do mundo, é permitida porque não tira a liberdade dos católicos (a não ser quando se transforma em ação governamental e se proíbe a exibição pública dos símbolos católicos, enquanto se permite o uso público dos símbolos muçulmanos...). Façamos, então, por um breve instante, o esforço supremo de conter a náusea e dar ab absurdo – conquanto naturalmente sem conceder – o que propugnam os atuais senhores do mundo: que nos critiquem e escarneçam; estão no seu direito... Mas então, ‘paladinos da liberdade’, por que o Bispo Dom Williamson (da FSSPX) – não deixemos cair no esquecimento a afronta que sofreu e segue sofrendo este Bispo –, por que Dom Williamson não pode duvidar do número oficial de mortos judeus sob o regime hitlerista?”
Ainda que de nossa escala de formigas, não deixemos nós de clamar contra aquela ignomínia e contra esta injustiça. Não fazê-lo é incorrer, em ambos os casos, por razões diversas mas inter-relacionadas, em gravíssima omissão.